Venda da Copasa à Equatorial é concluída em cerimônia na B3

Com informações O Tempo
A privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) foi concluída na manhã desta terça-feira, em São Paulo. Durante cerimônia na Bolsa de Valores (B3), o Grupo Equatorial foi oficializado como novo investidor de referência da empresa, após ter adquirido uma fatia de 30% do volume de pouco mais de 50% das ações que o governo de Minas mantinha da Copasa.
Ao todo, a empresa fez a aquisição de 114.075.920 papeis da companhia, representando 30% do capital total, movimentando um montante de R$ 5,593 milhões. Cada ação foi negociada a R$ 49,03, conforme informado pelo Grupo em comunicado ao mercado na última semana. Na transação, o estado ainda manterá 5% de ações na Copasa, na chamada ‘Golden Share’.
A fatia prevê um poder de veto do governo sobre ações estratégicas na companhia. Durante a cerimônia na B3, o governador Mateus Simões (PSD) informou que a desestatização foi feita tendo como base as diretrizes do Novo Marco Legal do Saneamento e mirando a universalização dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário. O chefe do Executivo ainda reafirmou que a companhia seguirá sob a fiscalização da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae-MG).
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“A tarifa continua sendo regulada pela Arsae. A agência continua tendo papel de definição de regras, fiscalização do serviço e proteção do consumidor”, disse. Sobre a golden share que será mantida pelo estado, Simões disse que o poder de veto será usado “sempre que o interesse público e a proteção dos mineiros estiverem em jogo”.
Já o CEO do Grupo Equatorial, Augusto Miranda da Paz, disse que a compra das ações da Copasa se deu com senso de responsabilidade e prometeu cumprir com as metas de universalização do saneamento. “É uma prioridade estratégica para nós e, acima de tudo,um serviço essencial que transforma realidades, promove saúde, qualidade de vida e desenvolvimento. Queremos contribuir para fortalecer uma companhia já relevante e ajudar a acelerar a agenda da universalização em Minas Gerais”, projetou.
Miranda prometeu ampliação de investimentos para modernização da operação da Copasa. “É um compromisso de longo prazo com Minas e com a sociedade mineira. Trabalharemos juntos sempre com diálogo e transparência”, prometeu o CEO. Na semana passada, em apresentação ao mercado, o Grupo Equatorial destacou que a operação tem ‘segurança jurídica’, já que os prazos médios de concessão dos serviços de água e esgoto nos municípios sob a responsabilidade da Copasa chegam a 28 anos.
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A empresa destacou o acordo entre a companhia e Associação Mineira de Municípios (AMM), sob intermédio do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), que garantiu a ampliação do esgotamento sanitário em 273 cidades que já possuem contratos de abastecimento de água.
“A aquisição será financiada via dívida, com impacto de 0,3×1 na alavancagem consolidada do Grupo”, informou a Equatorial. A apresentação também reforça que a empresa estará em lock-up, ou seja, proibida de vender os 30% de ações, até junho de 2030. A negociação de 50% dos papéis pode ser feita a partir de dezembro de 2033 ou até o atingimento das metas de universalização. A previsão é que a liquidação na Bolsa de Valores seja feita no dia 16 de junho.
A operação finaliza o processo de privatização da empresa, que foi aprovada no ano passado pela Assembleia Legislativa (ALMG) como parte dos procedimentos necessários para adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

