Polícia Militar mobiliza mais de 40 mil policiais para reforçar segurança nas eleições em MG

Com informações O Tempo
A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) lançou, nesta sexta-feira (2/10), a operação de policiamento que vai reforçar a segurança das cidades do interior durante as Eleições 2026. O lançamento ocorreu no 5º Batalhão de Polícia Militar (5º BPM), no bairro Gameleira, na região Oeste de Belo Horizonte.
O diretor de Operações da PMMG, coronel Célio César dos Santos Aparecido, detalhou o planejamento da corporação para apoiar o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) durante o primeiro turno das eleições no Estado. “No dia da eleição, mais de 40 mil homens e mulheres estarão à disposição do serviço. Suspendemos todas as férias e estamos com emprego maciço do efetivo, inclusive com a suspensão das folgas, justamente para que a Polícia Militar esteja presente em todas as seções eleitorais, em todo o território mineiro”, destacou.
Segundo o coronel, o planejamento também inclui o monitoramento de riscos nos municípios. “Monitoramos e mapeamos todo o Estado. Os 853 municípios foram analisados. Fizemos uma matriz de risco, que consiste em uma análise das potencialidades de problemas em cada localidade. Em alguns municípios, talvez até pequenos, identificamos algum tipo de risco. Para esses locais, destinamos e designamos um efetivo maior. Em algumas localidades, inclusive, estamos encaminhando tropas da Rotam para dar apoio”, explicou.
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Os militares que vão reforçar o policiamento no interior começaram a deixar o batalhão na manhã desta sexta-feira. “Os ônibus que vocês podem observar aqui já estão fazendo o deslocamento das tropas para o interior. Traçamos rotas radiais no Estado, pelas quais os militares vão seguir e, a partir delas, serão distribuídos pelas frações. A estratégia de policiamento, tanto no momento da votação quanto nas comemorações, será baseada na presença ostensiva de viaturas e motocicletas”, frisou.
O coronel também destacou o uso da tecnologia durante a operação. “Estamos utilizando recursos de reconhecimento facial em várias localidades de Minas Gerais, inclusive na Região Metropolitana. Além disso, este ano teremos uma ferramenta que vai permitir o acompanhamento do transporte das urnas”, detalhou.
“É um aplicativo desenvolvido pela Polícia Militar. Na sala de situação que temos no TRE, será possível verificar se a urna saiu da origem e chegou ao destino. Ao final, também vamos saber se ela retornou ao local de origem. Isso nos dá segurança de que tudo ocorreu bem durante o transporte e de que não tivemos nenhum tipo de incidente. Essa ferramenta será empregada pela primeira vez em Minas Gerais”, completou.
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Consumo de álcool e votação
Embora não haja restrição à venda de bebidas alcoólicas durante as eleições em Minas Gerais, a Polícia Militar orienta os eleitores a evitar o consumo de álcool no momento da votação, a fim de prevenir possíveis tumultos nas seções eleitorais.
O coronel Célio César dos Santos Aparecido destacou que o consumo de bebidas pode contribuir para o acirramento de ânimos, especialmente em um cenário de polarização política. “Sabemos que o álcool pode ser um fator desinibidor e, diante de ânimos exaltados, pode provocar ainda mais acirramento. Por isso, orientamos que o eleitor se abstenha do consumo de bebidas alcoólicas no momento da votação e deixe para consumir de forma controlada em outro momento, quando não for dirigir”, afirmou.
O diretor de Operações da PMMG ressaltou ainda que comportamentos inadequados nas seções eleitorais podem motivar a intervenção policial, independentemente do consumo de álcool. “Aquele eleitor que tiver feito uso de álcool, ou mesmo quem não tiver consumido bebida alcoólica, mas estiver causando tumulto nas seções eleitorais, poderá ser alvo de acionamento da Polícia Militar pelo presidente da seção, para que os policiais tomem as medidas necessárias. A legislação eleitoral veda esse tipo de comportamento na seção eleitoral, não só em relação ao uso de álcool ou drogas, mas também a qualquer conduta inadequada que provoque tumulto”, explicou.
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Prisões e denúncias de crimes eleitorais
Segundo o coronel, denúncias de crimes eleitorais que não estejam ocorrendo dentro das seções eleitorais serão atendidas pela Polícia Militar como situações de flagrante. “Vamos fazer a abordagem da pessoa e, constatada a ocorrência, faremos o encaminhamento à autoridade de polícia judiciária, seja a Polícia Civil ou a Polícia Federal, nas localidades onde ela estiver presente. Boca de urna, transporte irregular de eleitores e fornecimento de alimentação são crimes eleitorais. Talvez sejam algumas das situações criminais eleitorais com maior incidência no dia da eleição, tanto no primeiro turno quanto em um eventual segundo turno”, disse.
O coronel também reforçou a proibição do porte de armas nas imediações das seções eleitorais. “A exceção é para policiais em serviço, que podem portar arma de fogo na seção eleitoral e até mesmo na cabine de votação. Já as pessoas que não estejam em serviço, mesmo que sejam profissionais da segurança pública, não podem portar armas nas imediações das seções eleitorais”, frisou.

