Dia do Nordestino: Para pagar promessa, Zé Pequeno e Dona Rita colocam nome de Francisco em 6 filhos

O Dia do Nordestino é celebrado no Brasil, em 8 de outubro. A data foi instituída através da lei nº 14.952 em 2009, pela câmara de vereadores de São Paulo. Esse dia foi idealizado em comemoração ao centenário do poeta cearense e compositor, Antônio Gonçalves da Silva, popularmente conhecido como Patativa do Assaré. 

Porém, em 2019, o texto original foi revogado, através da lei 17.145, que alterou o dia do nordestino para o dia 2 de agosto, em homenagem ao cantor e compositor, Luiz Gonzaga. Polêmicas à parte, seja em agosto ou em outubro, o objetivo é celebrar a cultura nordestina e a diversidade da região.

Milhares de nordestinos residem em Santa Vitória, desempenhando um papel fundamental na construção da identidade, da economia e da cultura.

Hoje, nosso homenageado é o senhor Raimundo Franco Sobrinho, de 72 anos, o popular Zé Pequeno.

Por iniciativa da esposa Rita Sabino Cosme, então devota de São Francisco, no intuito de pagar uma promessa graça alcançada pela cura de um problema de saúde da filha primogênita, o casal batizou todos os seus seis filhos com variações de Francisco e Francisca: Francisca Vitória, Francisca Vânia, Francisco Vanésio, Francisco Valdenor, Francisca Vanusa e o caçula Francisco Aparecido.

A vinda do ilustre casal para Santa Vitória se deu em 1984, vindos de Santa Cruz (RN). Junto com eles, vieram a avó materna Alice Viturino e cinco filhos. Foram três dias de viagem, carregando nas malas os itens pessoais, alguns utensílios domésticos e no coração a esperança de tempos melhores.

Em terra santa-vitoriense, a família cresceu e veio mais um integrante: caçulinha da família.

Por motivo familiar, a família retornou à terra natal, mas logo estava de volta à Santa Vitória, desta vez sem a avó.

A maioria dos filhos de Zé Pequena e Dona Rita permanece até hoje em Santa Vitória. Dos filhos, dois estão morando longe: uma em Goiás e outro em Mato Grosso do Sul.

Os filhos que ficaram, cresceram e, cada um, seguiram seu caminho: constituíram família e enfrentaram o que as escolhas trouxeram para suas vidas, sem perderem a fé, pois, como todo nordestino, é um povo resiliente, caracterizados pelos pela alegria, a forte identidade cultural, capazes de enfrentar e superar as adversidades e que não se abatem por qualquer coisa.

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