Protesto na MGC-497 reúne moradores e cobra duplicação da rodovia em Uberlândia; entenda

Com informações Paranaíba Mais

Um protesto na MGC-497 reuniu cerca de 150 moradores de condomínios e chácaras às margens da rodovia, em Uberlândia, na manhã deste domingo (26). Os manifestantes cobraram obras para aumentar a segurança no trecho, como a construção de acostamentos, a implantação de terceiras faixas e a duplicação da pista entre Uberlândia e Prata.

Durante a manifestação, o grupo bloqueou a rodovia por alguns minutos para chamar a atenção das autoridades. Em seguida, a pista foi liberada, e o trânsito voltou a fluir normalmente.

Os moradores afirmam que convivem com o risco constante de acidentes e enfrentam dificuldades para entrar e sair dos imóveis localizados às margens da MGC-497. A rodovia liga Uberlândia a Prata e registra intenso fluxo diário de caminhões e outros veículos.

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Protesto na MGC-497 reforça cobrança por obras

A mobilização ocorre poucos dias após o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ajuizar uma Ação Civil Pública contra o Governo de Minas e o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) para exigir melhorias na rodovia.

Assinada pelo promotor Breno Lintz, a ação pede medidas emergenciais e obras estruturais na MGC-497. Entre as solicitações estão a construção de acostamentos nos dois sentidos, a implantação de terceiras faixas e o início dos procedimentos para a duplicação da rodovia.

O MPMG também requer que o Estado apresente, em até 60 dias, um relatório com o volume médio diário de veículos. Para a contratação emergencial dos projetos de acostamento, o prazo solicitado é de 30 dias. Já os serviços de engenharia e arquitetura destinados à duplicação devem começar em até 90 dias.

Além disso, a Promotoria pede que o Governo de Minas reserve recursos no orçamento para que as primeiras intervenções sejam iniciadas ainda em 2026.

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MGC-497 registrou mais de 7 mil acidentes em 16 anos

Dados apresentados pelo MPMG apontam que a MGC-497 registrou mais de 7 mil acidentes entre 2010 e junho de 2026, com mais de 320 mortes no período.

Somente no primeiro semestre de 2026, a rodovia contabilizou 100 acidentes e sete mortes. Segundo o Ministério Público, a ausência de acostamentos e da duplicação, aliada ao intenso tráfego de veículos pesados e às condições do pavimento, contribui para o aumento do risco de acidentes.

A ação também pede a instalação de defensas metálicas em pontos considerados críticos, melhorias na sinalização e manutenção periódica da pista.

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MPMG pede obras antes de eventual concessão da rodovia

Na ação, o Ministério Público solicita que o Governo de Minas não conceda a MGC-497 à iniciativa privada antes da implantação de acostamentos e terceiras faixas em toda a extensão da rodovia e da duplicação de, pelo menos, 15% do trecho.

Caso a concessão avance, o órgão defende que o contrato proíba a cobrança de pedágio enquanto essas intervenções não forem concluídas.

Além das obras, o MPMG pede a condenação do Estado de Minas Gerais e do DER-MG ao pagamento de R$ 50 milhões por danos morais coletivos. Em caso de descumprimento de eventual decisão judicial, a Promotoria solicita a aplicação de multa diária de R$ 2 milhões.

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