PCMG deflagra a operação Pecúnia Non Olet em MG e mais cinco estados

A Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Maranhão, Rio Grande do Sul e Paraná, deflagrou, na data de hoje (10/4), a operação denominada Pecúnia Non Olet.

A investigação tramitou na cidade mineira de Ituiutaba, sob a coordenação do delegado de polícia Rafael de Freitas Faria, e teve origem em desdobramentos apurados após a deflagração de operação anterior (“muro ao lado, deflagrado em agosto de 2025), oportunidade em que foram identificadas 35 pessoas envolvidas com organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, além da localização de aproximadamente 60 quilos de cocaína.

Com o prosseguimento das apurações, foi identificado um novo núcleo criminoso, com ramificações em diversos estados brasileiros, entre eles Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul e Maranhão. Nesta nova fase da investigação, foram identificados 24 novos envolvidos, tendo sido decretadas suas prisões preventivas.

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Além das ordens de prisão, foram cumpridos 34 mandados de busca e apreensão, bem como determinado o bloqueio de valores oriundos de 60 contas bancárias vinculadas aos investigados.

Segundo apurado, o modo de ação do grupo criminoso consistia na constituição de empresas de fachada e na abertura de contas bancárias utilizadas para a movimentação de expressivas quantias em dinheiro.

Os valores eram posteriormente pulverizados e transferidos para contas de interpostas pessoas, os chamados “laranjas”, e também para contas de empresas fictícias, com a finalidade de dificultar o rastreamento dos ativos e ocultar a origem ilícita dos recursos.

As investigações contaram com o imprescindível apoio dos GAECOs, cuja atuação foi fundamental para a operacionalização da ação policial. O trabalho conjunto possibilitou, inclusive, o levantamento de endereços recentes dos investigados, viabilizando a prisão de diversos envolvidos e o cumprimento das demais ordens judiciais expedidas.

A operação representa mais uma resposta firme e integrada das instituições no enfrentamento à criminalidade organizada, especialmente no combate à lavagem de dinheiro e à atuação de grupos criminosos com estrutura interestadual.


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