Bombeiros retomam buscas por jovem desaparecida no Rio Tijuco, em Ituiutaba

Com expansão ASCOM-CBMMG
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), por meio do Pelotão de Ituiutaba, retomou às 6h deste domingo (25/10) as buscas por uma jovem de 18 anos que desapareceu nas águas do Rio Tijuco, na região conhecida como Cachoeira do Drummond, em Ituiutaba.
A ocorrência teve início na tarde de sábado (24/10), quando, segundo relatos de pessoas que estavam no local, a jovem teria sido arrastada pela correnteza e submergido. Dois amigos tentaram ajudá-la, mas também enfrentaram dificuldades na água e conseguiram sair.
Após o encerramento dos trabalhos durante a noite de sábado, em razão da baixa luminosidade, as equipes retornaram ao local na manhã deste domingo para dar continuidade à operação.
Os trabalhos contam com mergulhadores equipados para buscas subaquáticas e militares que percorrem as margens do rio, realizando a varredura visual da área em busca de indícios que possam contribuir para a localização da vítima.
O acesso ao ponto da ocorrência é um dos desafios da operação. Por se tratar de uma região onde não é possível chegar com viaturas, os militares precisam transportar os equipamentos a pé até o local de atuação.
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Como funciona o trabalho dos bombeiros em buscas subaquáticas
As operações de mergulho para localização de pessoas exigem preparo técnico, planejamento e atenção rigorosa à segurança. Antes e durante os trabalhos, as equipes precisam considerar as características do ambiente, as condições da água, a correnteza, a visibilidade, o acesso e os riscos existentes.
Durante as buscas, os mergulhadores utilizam equipamentos específicos de proteção e mergulho, conforme as condições operacionais, para realizar a procura submersa. O trabalho é acompanhado por uma equipe de apoio, responsável por contribuir com a segurança e a coordenação da atividade.
Paralelamente, os militares que atuam nas margens ampliam a área de observação, procurando possíveis sinais e pontos de interesse que possam orientar os trabalhos. A combinação das buscas subaquáticas com a varredura em terra permite atuar em diferentes partes da região.
Em rios com correnteza, a operação pode se tornar ainda mais complexa devido à movimentação da água, à visibilidade limitada e às características do leito. Por isso, as buscas são conduzidas de acordo com a avaliação do cenário e os critérios de segurança da equipe, sem que a urgência da ocorrência se sobreponha à proteção dos profissionais envolvidos.
O CBMMG reforça que, em situações de afogamento, a população deve acionar imediatamente o telefone de emergência 193 e evitar entrar na água para tentar realizar o salvamento sem treinamento e equipamentos adequados. Sempre que possível, deve-se buscar ajudar de um local seguro, sem se expor à correnteza.
As equipes permanecem empenhadas nas buscas, e novas informações sobre o andamento da ocorrência poderão ser divulgadas conforme a evolução dos trabalhos.

