PCDF prende suspeito de fraudar compra de tratores e bloqueia R$ 1 milhão

Ação das autoridades ocorreu em Ituiutaba (MG) contra grupo que causou prejuízo de mais de R$ 770 mil em empresas do DF via golpes

Com informações Correio Braziliense

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29/7), a operação Colheita para desarticular um grupo investigado por aplicar fraudes milionárias na compra de máquinas agrícolas. A ação cumpriu um mandado de prisão preventiva e três de busca e apreensão em Ituiutaba (MG), com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais e da Divisão de Operações Aéreas da PCDF.

Segundo a investigação da 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural), o grupo causou prejuízo superior a R$ 770 mil em golpes contra duas empresas do Distrito Federal. Em um dos casos, foram retirados de forma fraudulenta quatro equipamentos agrícolas — três tratores e uma miniescavadeira — avaliados em R$ 510 mil. Em outra ocorrência, uma empresa entregou um trator estimado em R$ 264 mil.

De acordo com o delegado Rafael Catunda, os suspeitos se passavam por representantes de empresas conhecidas para negociar a compra dos equipamentos. Eles enviavam contratos, procurações, documentos pessoais e assinaturas falsificados e chegaram a registrar um domínio de internet semelhante ao de uma empresa verdadeira para dar credibilidade às negociações.

——CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE—–

Após a aprovação do cadastro pelas empresas, os maquinários eram retirados por transportadores contratados pelo próprio grupo. Em vez de seguirem ao destino informado, os equipamentos eram levados para pontos intermediários e transferidos para outros veículos, estratégia usada para dificultar o rastreamento e a recuperação dos bens.

A investigação identificou como líder do esquema um homem de 45 anos, morador de Ituiutaba. Segundo a polícia, ele coordenava as negociações fraudulentas. Também foram identificados um jovem de 19 anos, integrante do núcleo familiar do suspeito, que teria cedido a identidade para ocultar a autoria das fraudes, e um homem de 38 anos, em Goiás, apontado como responsável pela produção dos documentos falsificados.

As apurações apontam que o grupo utilizava documentos falsos, identidades de terceiros, contas bancárias em nome de outras pessoas e números de telefone constantemente substituídos. Os recursos movimentados eram usados para pagar transportadores, remunerar responsáveis pela falsificação de documentos e viabilizar a retirada dos equipamentos.

——CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE—–

Embora o inquérito trate de crimes cometidos contra empresas do Distrito Federal, a polícia encontrou indícios de fraudes semelhantes em Goiás, Minas Gerais e Santa Catarina. Entre os casos analisados está a tentativa de compra fraudulenta de 1,2 mil embalagens industriais, avaliadas em cerca de R$ 88 mil, além de negociações envolvendo máquinas e outros produtos de alto valor.

Durante a operação, foram apreendidos uma arma de fogo, dinheiro em espécie, aparelhos eletrônicos e documentos. O material será periciado para identificar outros envolvidos, localizar novas vítimas e tentar recuperar os equipamentos desviados.

A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 1 milhão em ativos financeiros ligados aos investigados. A medida busca garantir eventual ressarcimento às empresas prejudicadas e impedir a ocultação de patrimônio.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, dois crimes de estelionato e lavagem de dinheiro. Segundo a polícia, as penas somadas podem chegar a 28 anos de prisão, além de multa.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *