“Falsa couve”: Pelo menos sete pessoas foram hospitalizadas após consumir a planta em Santa Vitória

A “falsa couve”, também conhecida como “Fumo Bravo”, fez vítimas recentemente em Santa Vitória.
De acordo com médico e prefeito Sérgio Moreira de Oliveira Junior, “até agora sete casos foram confirmados, e há suspeita de que muitas pessoas possam estar cultivando essa planta altamente tóxica em casa.
“Evitem o consumo ou o seu cultivo, não façam a sua ingestão como alimento nem como chá, há risco de intoxicação grave e até mesmo risco de morte”, disse o médico, em sua rede social
Dr. Sérgio fez questão de enaltecer o trabalho da equipe do Pronto Atendimento Municipal Jerônimo Teodoro, que agiu rapidamente, salvando todas as vítimas que necessitaram de atendimento médico até o presente momento.
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Planta considerada comum é altamente tóxica
A Nicotiana glauca, também chamada de charuteira, tabaco-arbóreo ou popularmente como ‘fumo bravo’ , é uma planta extremamente tóxica, comum em áreas rurais e à beira de estradas em todo o Brasil. De acordo com a professora da UFU, a planta contém uma substância chamada anabazina, um alcaloide que pode causar paralisia muscular, respiratória e até levar à morte.
A especialista alerta que o modo de preparo também influencia na gravidade da intoxicação.
“Ela é bastante comum em áreas rurais, em todo o Brasil, na beira de estradas. Então, infelizmente, ela é bem comum e facilmente confundida com a couve. Dependendo da forma que ela consome, seja crua, se cozida, isso vai alterar a quantidade dessa substância tóxica que a pessoa vai consumir, podendo levar a efeitos ainda mais graves”, explicou.
Em casos de ingestão da ‘falsa couve’, não existe nenhum tipo de antídoto que possa ser administrado em casa. A indicação é procurar imediatamente atendimento médico, pois quanto mais rápido for o socorro, maiores são as chances de evitar complicações graves da intoxicação.
Embora a Nicotiana glauca possa ser confundida com a couve comum, existem características visuais que ajudam na identificação.
“Essa planta tóxica tem folhas um pouco mais finas, ela tem uma textura aveludada e a coloração dela também é um verde um pouco acinzentado. Enquanto a couve que a gente consome tem a folha mais grossa e nervuras bem marcadas, ela tem um verde mais vivo, digamos assim. Mas ainda assim, se você não tem uma do lado da outra, fica bastante difícil a diferenciação, então a dica é não consumir nada que você não tenha certeza da procedência”, finalizou a especialista. (Com informações G1)






