Rodovias do Triângulo podem receber radares de velocidade média ainda em 2025

Com informações Paranaíba Mais
As rodovias de Minas Gerais estão próximas de receber radares de velocidade média, tecnologia em fase final de regulamentação pelo Inmetro. O sistema está em fase final de regulamentação pelo Inmetro e pode começar a ser validado ainda em 2025.
Na BR-050, no Triângulo Mineiro, na região de Uberaba os equipamentos já estão em fase de testes, ainda sem aplicação de multas. A Ecovias Minas-Goiás, concessionária responsável pela rodovia, acredita que a cobrança das infrações comece em 2026.
A empresa também avalia expandir o uso da tecnologia para outras concessões, como na BR-135, MG-231 e LMG-754, no Norte de Minas, além da BR-116, entre Minas e Rio de Janeiro.
——CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE—–

Como funcionam os radares de velocidade média
Segundo o informado pela concessionária, o sistema registra a passagem do veículo em dois pontos distintos da via e calcula o tempo gasto para percorrer o trecho. Se a velocidade média ultrapassar o limite permitido, o motorista é autuado. Ou seja, não adianta reduzir apenas na frente do radar.
O modelo já é utilizado em países da Europa, onde ajudou a reduzir em até 50% os índices de acidentes fatais.
No Triângulo, dois radares foram instalados em um trecho de 11 quilômetros da BR-050, entre Uberaba e Delta. Desde 2024, eles servem de base para estudos técnicos que devem embasar a regulamentação nacional.
Para o gerente de Operações da concessionária, Bruno Araújo Silva, a novidade amplia o alcance da fiscalização. “O radar fixo flagra apenas o momento da passagem. Com a velocidade média, é como se aumentássemos a área monitorada, obrigando o motorista a respeitar o limite durante todo o percurso”, explicou.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também enxerga a tecnologia como aliada na prevenção de acidentes. Segundo o inspetor José Rocha Neto, chefe da PRF em Uberaba, grande parte das ocorrências graves na região está ligada ao excesso de velocidade.
“Acreditamos que a fiscalização por velocidade média pode contribuir bastante para reduzir esse tipo de ocorrência”, afirmou.

