Luto: Judith da Telefônica morre aos 81 anos

A aposentada Judith da Silva Ribeiro faleceu no início da noite desta segunda-feira (2). Ela tinha 81 anos de idade e morreu devido a problemas de saúde.
O corpo está sendo velado no Velório Municipal.
O sepultamento será nesta terça-feira às 13 horas no Cemitério de Santa Vitória.
História de vida
Contabilizar as horas que uma telefonista passou ao telefone é uma missão bastante difícil, mas contar algumas histórias que viveu é possível e bastante agradável. Aliás, em Santa Vitória, ninguém melhor do que Judith da Silva Ribeiro para falar sobre o assunto, afinal, foram 27 anos dedicados ao serviço de telefonia.
Judith era mineira do arraial do Quenta Sol, município de Sacramento, e nasceu em 14 de outubro de 1944.
Aos nove anos de idade, em 1953, Judith veio morar com os pais Emídio Ribeiro da Silva e Enedina Aleluia da Silva no município de Gurinhatã. O pai teria vindo trabalhar nas lavouras de arroz e milho da região.
Já no ano de 1970, a família veio de mudança para Santa Vitória. A casa ficava no final da Rua Goiás, no meio do mato.
Muito independente, em 1971, Judith arrumou um serviço de doméstica na residência de Núbian Morais de Gouveia. Dois anos depois, em 1973, exerceu a função de professora numa escola rural do Município. Na época, o serviço não agradou e Judith pediu demissão.
O emprego de telefonista
Certa tarde do ano de 1974, a desempregada Judith caminhava pela cidade. De repente, o amigo Omar Sabino se deparou com Judith e perguntou: “Judith, o quê que você tá fazendo?”
“Nada, por quê?” – indagou Judith.
Sem parcimônia, Omar explicou que a Telefônica havia aberto o concurso para a contratação de uma telefonista, e que precisava preencher um grupo de dez candidatas para que fosse viabilizado.
Embora questionasse sua capacidade para exercer tal trabalho, Judith decidiu se candidatar ao cargo. Em primeiro ficou Roneida Guedes, enquanto Judith ficou em segundo lugar, mas, trinta dias depois, Judith foi convidada a trabalhar como telefonista na Telefônica. Na época a empresa estava expandindo seus serviços e decidiu contratar uma segunda funcionária.

Na mesa de PBX estão Roneida Guedes e Vera Lúcia Franzão.
Na época, o serviço era precário, mas, para amenizar esses problemas, as telefonistas se esforçavam para agilizar o trabalho e mostravam-se compreensivas ao receberem críticas de muitos que necessitavam de uma ligação.
Neste serviço, Judith ficou até o ano de 1982, mas, além de exerceu com distinção a função de telefonista.
Mas, durante o período em que trabalhou na telefônica, Judith colaborou na formação de profissionais, que trabalharam com ela na referida empresa. Ela cita as profissionais Maria Auxiliadora e Vera Franzão.
No PBX do Hospital Genésio Franco de Moraes
No final do ano de 1983, Judith foi convidada pelo médico Arnaldo Bernal a trabalhar como telefonista do PBX do Hospital Genésio Franco de Moraes, inaugurado em 29 de outubro daquele ano. Neste emprego, ficou até 1996. No ano seguinte passou a trabalhar no PABX da Prefeitura, até se aposentar em 2001.
Segundo Judith, o cargo de telefonista foi o melhor emprego que conseguiu na vida.
“Trabalhei com muita dedicação e carinho neste serviço de telefonista. Simplesmente, fiz de tudo para atender bem as pessoas, sendo sempre comunicativa e sociável”.

